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Psicóloga alerta que altos níveis de ansiedade prejudicam à saúde física

A adoção de bons hábitos pode ajudar a cuidar da mente e do corpo

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior taxa de pessoas com transtornos de ansiedade no mundo inteiro – 9,3% da população. Esse cenário torna-se ainda mais preocupante diante do atual momento de incertezas, angústia e aflição, geradas pelos desdobramentos da pandemia no mundo. Como o vírus da covid-19 é uma ameaça invisível, o que deixa as pessoas em constante estado de alerta, os níveis de estresse e ansiedade tendem a aumentar expressivamente.

No entanto, especialistas explicam que a adoção de bons hábitos para a saúde mental pode ajudar a reverter esse quadro e promover mais bem-estar durante o período de isolamento.

A psicóloga Gabriela Simmer ressalta que dependendo do nível, a ansiedade pode trazer sérios prejuízos não só à saúde mental, mas à física também. “Normalmente, quando os níveis de ansiedade estão muito elevados, é comum a pessoa também sofrer de tensão, dores de cabeça, dores musculares, problemas gástricos e digestivos, além das questões emocionais, como falta de concentração, insônia, falta de memória, irritabilidade e instabilidade do humor. Estamos vivendo um momento mundial delicado, mas é importante acreditarmos que dias melhores virão. Busque atividades e relações que geram bem estar e satisfação como recursos de enfrentamento”, explica a especialista.

Como cuidar da saúde mental na pandemia?

Ainda de acordo com a psicóloga, a adoção de bons hábitos pode ajudar a reverter os quadros de ansiedade e promover mais bem-estar físico e emocional durante esse período.

“Para cuidar da sua saúde mental, é preciso estabelecer uma nova rotina e buscar se envolver em atividades que geram experiências positivas. Vale ressaltar que o isolamento é físico, não social. Ou seja, as interações com as pessoas que você gosta não devem ser deixadas de lado, precisam ser adaptadas aos meios digitais. É importante também fazer atividade física em casa, alongamento, meditação, tirar um momento do dia para ler, pintar, ouvir música e evitar consumo excessivo de notícias de fontes não confiáveis”, orienta a psicóloga.

Redação Folha Vitória

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