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Que Deus nos livre da velha política

Nosso problema com a política não são os antigos políticos, mas a velha política.

Temos muita coisa positiva do passado. As pessoas tendiam a ter uma só palavra. Compromisso era honra. Era inadmissível uma situação em que o político era descoberto mentindo ou roubando. Era claramente desvio de caráter.

Já a velha política continua viva como nunca. Como ela se dá?
Prometer o que não pode cumprir. Usar de benefícios pessoais para captar eleitores e cabos eleitorais. Sei que é redundância.
Usar o instrumento de troca pelo voto. Eu te dou isso e você me dá o voto. Ou eu te prometo isso é você vota em mim.

A velha política precisa ser condenada. Rechaçada. Descoberta. Desnuda mesmo.

Só teremos verdadeiros e verdadeiras pessoas públicas quando os pedidos aos políticos forem 100% de interesse público e coletivo. Dá mesma forma que os pedidos de voto ao eleitor. Minha humilde sugestão.

Votar com a consciência do que é o melhor para o País, Estado e municípios.
Exigir dos governantes que todos que tenham direito tenham acesso às políticas públicas de qualidade. E não apenas aqueles que votaram no candidato vencedor.

Se sou Prefeita e quero ajudar alguém especialmente, fora do critério da lei, devo fazer com meu dinheiro e meu carro.

-Ah, mas quando você esteve no Poder, não era sempre assim.
Podem questionar alguns.
Verdade. Embora buscasse aperfeiçoar constantemente o sistema, a velha política sempre nos ronda.
Por que?
Porque temos que fazer esse acordo de mudança com a população.
Não adianta querer mudar, depois que se elege.
Ajuda, mas não resolve.

Um órgão público não pode ficar a serviço da eleição de vereadores, prefeitos, deputados, presidente.

Princípios básicos regem a função pública:
“A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência (…).”
https://www.clp.org.br.

Essa é a missão para 2022. Buscar antigos valores e descartar a velha política. Não há outro jeito de fazer política do povo, para o povo e pelo povo. Viva a democracia e a cidadania plena.

Flavia Cysne. Gerente da Aderes Sul e presidente do Instituto Mulheres no Poder.

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